23 de abril de 2010

A Falta de Avivamento Pessoal



por Richard Baxter



Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonada mente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.

Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim”? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?


E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.


Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, nos salva da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.

3 comentários:

  1. Amado Irmão, também estou seguindo o teu blog e que Deus continue te abençoando grandemente nesse ministério que é maravilhoso, e ao mesmo tempo sabemos que é difícil que não é fácil.
    Mas nosso Deus mesmo disse: No mundo tereis aflições mas tende bom animo porque eu venci o mundo e vos também.
    Amado, ore muito por mim, porque também tenho chamado na palavra, e sendo sincero, ta dificil..só Deus sabe o quanto tá dificil.

    Amado, me coloco a tua disposição para trocarmos emails e palavras de conforto e ajuda um ao outro: revistaaverdade@gmail.com

    Deus te abencoe grandemente mesmo.
    Ederson

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  2. Parabéns pelos Posts...seu blog é mto bom! Obrigada por sua visita... ;D
    Deus abençoe abundantemente!
    NaianaLara

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  3. Estou aqui conhecendo seu blog, me pareceu mais um site, bem organizado. Parabéns!

    Convido você a conhecer nosso blog e ler as postagens: "MEU FILHO EX-TRAVESTI EM NÚPCIAS" e

    "UM EX-TRAVESTI? UM DIA ELE CAI..."

    Paz amado.

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