10 de junho de 2010

A Elegância do Comportamento




Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.


É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e abrange bem mais do que dizer um simples "obrigado" diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no dia a dia.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.



A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se teus amigos não merecem uma certa cordialidade, teus inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.   


Imagine Jesus esnobando os pescadores-apóstolos Pedro e João pela pouca prática em pescaria; ou os cobradores-pecadores Mateus e Zaqueu pela traição ao povo judeu; ou você, após admitir que caiu em pecado mais uma vez e que não conseguiu "chegar lá", como pretendia. Para Jesus, aceitar os outros, ouvi-los, conversar coisas que não Lhe interessavam, não ser espaçoso demais, etc., era uma necessidade. Ele era assim. Assim como? Fino!
Ser cristão é ser delicado, embora seguro. É ser elegante. Cavalheiro, como só o Espírito Santo pode ser. Com certeza, a elegância no teu comportamento revela muito do quanto você se dispôs a crescer por causa do Evangelho.



Adaptação de texto extraído do Livro: EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO.

3 comentários:

  1. Alexandre,

    Um excelente texto que você postou.

    A elegância é saber ser elegante em qualquer situação, em qualquer circunstância, pois uma pessoa deve saber compartar-se em qualquer lugar, mesmo sendo um ambiente diferente do seu.

    Bjs.

    Rosana.

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  2. Exelente texto sobre elegância que são maneiras comportamentais que não faz mau pra ninguém.

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  3. Obrigado por suas palavras,tambem ja estou seguindo seu blog,que Deus continue te usando de maneira muito Especial.
    Com carinho,fique na paz!

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