30 de outubro de 2010

Os segredos da oração




Texto Bíblico: Lucas 18.1-8

Introdução: Esta passagem tem como ilustração sobre a necessidade e a eficácia da oração persistente: “… o dever de orar sempre e nunca desfalecer.” (v.1).

1- Um Juiz.

John Gill assevera que toda a cidade que contava com uma população de cento e vinte homens ou mais, era dirigida por um grupo governante de vinte e três homens. Nas cidades onde havia menos de cento e vinte homens, três juízes eram nomeados, porque, nesses casos, não havia o corpo governante de vinte e três elementos.

Esse Juiz único era possível nas aldeias pequenas, embora não fosse prática recomendada na literatura judaica.

De conformidade com Maimônides, as qualificações daquele que deveria agir como juiz eram:

·         Sabedoria, mansidão (ou modéstia).
·         Temor (isto é, de Deus).
·         Ódio a mamom (ou dinheiro).
·         Amor à verdade, amor ao gênero humano, e ser Senhor de um bom nome.

“O caráter do Juiz, aqui delineado, é de tal tipo que ele se permitia, com a mais total indiferença, ser controlado pelo egoísmo mais desavergonhado.” (Lange, in Loc).

“Sua consciência estava morta, e não havia amor às coisas aprovadas, e nem temor de culpa para suprir à ausência daquela.” (Ellicott, in Loc.).

2- Naquela mesma cidade uma viúva.

A viúva aparece aqui como símbolo daqueles que precisam ser defendida contra a exploração alheia, alguém relativamente sem defesa, verdadeiramente dependente da bondade de terceiros para a sua sobrevivência. Em uma época em que as mulheres eram muito menos independentes e muito mais destreinadas para toda e qualquer ocupação industrial ou comercial.

“A viúva desejava não somente que ele pusesse fim à sua causa interminável, mas também que ele a libertasse para sempre das mãos de um poderoso adversário, o qual perseguia obstinadamente a uma mulher incapaz de defender-se.” (Lange, in Loc.).

3- Desta parábola da viúva aprendemos que há três elementos (segredos) indispensáveis à oração:

1- Confiança. Exemplos:

·         O salmista Davi. (Sl 6.9).
·         O profeta Elias. (Tg 5.17,18).

A Sagrada Escritura diz:
- “Chegamos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” (Hb 4.16).

2- Humildade.

Humilhar perante o Senhor é manifestar o sentimento da nossa fraqueza ou de nosso pouco ou nenhum mérito.

Este é o passo que conduz:

·         À honra. (Pv 15.33; 18.12).
·         À vitória. (2Cr 7.14; Ec 9.11; 1Co 15.57; 2Co 2.14).
·         À exaltação. (Sl 147.6; Mt 23.12; Tg 4.10; 1Pe 5.6).

3- Perseverança. (v.1). Exemplos;

·         O salmista Davi. (Sl 55.17).
·         O profeta Daniel. (Dn 6.10).
·         Os apóstolos de Jesus. (At 1.14).

As Sagradas Escrituras dizem:

- “Pedi, e dar-se-vos-á, buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e ao que bate se abre.” (Mt 7.7,8).

- “… perseverai na oração.” (Rm 12.12b).

- “Perseverai em oração…” (Cl 4.2ª).

- “Orai sem cessar.” (1Ts 5.17).      

Peroração

Quando Confiamos, Humilhamos e Perseveramos em oração, crescemos em caráter, fé e esperança.

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